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Arquivo para a categoria ‘Shows’

Um épico!

Gente! Mil desculpas por deixa o ano chegar até abril e não atualizar nada aqui no 1stMovement! Quase nem consigo atualizar minha outra coluna, a qual gostaria de recomendar, o link está aí ao lado. Para retomar o ano, copio meu post do Acorde Crítico para cá, para demonstrar a minha satisfação no último domingo.
A partir de agora, quero manter atualizado o blog com as minhas atividades musicais recentes, ok? Obrigado!

Um épico! Foi assim que um amigo definiu o show do U2 360º que assistimos juntos no último domingo em São Paulo. Foi realmente um show além do nosso tempo. Acho difícil encontrarmos nos próximos anos uma banda que reuna em um mesmo show uma estrurura tecnológica semelhante e um portfólio musical tão expressivo! Por isso não me arrependo nem um pouco de ter investido tempo e dinheiro para assitir a esse show, afinal de contas, é algo que vou contar para os meus netos com muito orgulho!

A admiração por uma banda não vem somente pela qualidade musical apresentada, vem pela história do grupo, pela mensagem que ele quer passar, pelo identificação com os princípios pregados e pela satisfação em ver que eles vivem o que eles cantam (ou vice-versa). Acho que esse é o segredo para a longevidade de uma banda. O que sinto é admiração e respeito, e creio que todos, fãs ou não, devem ao menos o respeito, pois não é possível negar uma história de mais 30 anos de sucessos que se renovam a cada álbum lançado.

Deixo a vocês um breve registro desse momento histórico para mim e para as outras milhares de pessoas que estiveram presentes nestes três shows da banda no Brasil (simples registro da minha câmera):

Sim, ontem Ney Matogrosso esteve por aqui, eu não consegui estar presente, mas só ouvi ótimos comentários! Inclusive sobre o local, o que me preocupava um pouco.

E para o final de semana? Hoje estou sem sugestões. Eu estou indo à Florianópolis assistir á uma opereta no Teatro Pedro Ivo Campos (La Serva Padrona e Cantata do Café com Camerata Florianópolis, Douglas Hahn e companhia…), quem quiser ir está convidado!

Novembro vai ser agitado nas redondezas…

Já que por aqui o Joinville Jazz Festival fracassou e com ele a oportunidade de prestigiarmos músicos de renome nacional foi junto, o jeito é olharmos nas redondezas. E para minha alegria encontrei muita coisa boa acontecendo no início de novembro e gostaria de compartilhar com vocês.

Dias 6 e 7 de novembro acontecerá em Curitiba a Virada Cultural nos moldes que acontece em São Paulo, 24h de cultura ocupando todos os espaços culturais da cidade e invadindo ruas e praças com programas gratuitos. A programação é enorme, destaco os shows nacionais como Paulinho da Viola, Sandra de Sá, Mart’nália, Erasmo Carlos, Hermeto Pascoal, Pato Fu e Roberto Carlos. Sim! Tudo gratuito e a poucos quilômetros de Joinville! Mais detalhes no site: www.correntecultural.com.br

De 9 a 13 de novembro acontecerá em Itajaí o 13o Festival de Música de Itajaí. Um festival que já tem uma tradição histórica e sempre apresenta grandes nomes da música ao público, além de oferecer oficinas de música durante o dia com professores super gabaritados. Isso acaba atraindo músicos de todos os cantos do Brasil, e com tanto músico junto você sabe o que acontece né? Não precisa ter palco pra se fazer música e atrair público! Uma ótima dica são as Jam Sessions que rolam depois das apresentações principais no Teatro Municipal. Os destaques vão para Roberto Menescal e o grupo francês Paris Jazz Underground. Os ingressos começam a ser vendidos na terça-feira dia 26/10 e se esgotam rapidamente, pois o Teatro não tem capacidade muito grande. Mais informações no site: www.conservatoriodeitajai.com.br

E pra fechar a série de dicas, um show internacional estará passando aqui por perto, é a cantora americana Norah Jones que se apresenta em Curitiba no dia 12/11. Não é sempre que isso acontece, ano passado eu perdi Diana Krall e Joss Stone, dessa vez não quero deixar passar. O show será no Teatro Positivo e os ingressos já estão a venda somente em Curitiba por enquanto.

Queria deixar claro que não estou desmerecendo a programação cultural de Joinville, apenas fico de olho nos nossos vizinhos e recomendo somente o que há de bom! Nesse caso, vou começar a economizar gasolina desde já…

Pouca Vogal, muito conteúdo

Na última sexta-feira passou por Joinville (pela segunda vez no ano) a menor banda de rock brasileira, assim auto entitulada pelo músico Humberto Gessinger, que corresponde a metade da banda. A outra metade é representada pelo outro gaúcho Duca Leindecker. Mas isso seria uma dupla e não uma banda, certo? A julgar pela quantidade de integrantes sim, mas se enquadra na classificação de banda se formos contar os instrumentos que esses dois tocam, e simultaneamente.

Pra quem esperava uma música tranquila, tocada por dois violões e voz, e estava preocupado com o fato de ter que ficar em pé durante todo o show, se enganou. O show foi ativo, dinâmico e muito rico musicalmente. Gessinger se “alternava” entre violão, viola, baixo de pedal, teclado, harmônica, acionadores de pé e voz, enquanto que Leindecker comandava uma lista um pouco menor, com violão, guitarra, bumbo, meia lua e voz.

E não é somente pela música que essa dupla é respeitada, mas principalmente pela letra. Gessinger sempre foi ótimo letrista em sua banda Engenheiros do Havaí, o mesmo se pode dizer de Leindecker com o Cidadão Quem, logicamente, a união dos dois não poderia resultar em nada muito diferente disso, letras com conteúdo contribuindo para o fator edificador da música. Poderia ser somente poesia, mas com música fica muito melhor, não é?

Deixo os parabéns à Carara Produções, empresa joinvilense que trouxe o Pouca Vogal para Joinville e outras cidades do estado e também à banda joinvilense 9 de Espadas, que está fazendo a abertura destes shows.

Breve = gessinger+leindecker
se for pra sempre seja breve
seja firme seja leve
seja bravo seja breve

APS apresenta Pé de Crioula

Uma das propostas do blog é falar sobre a música em Joinville, e as vezes fico tendencioso em exaltar grandes músicos que por aqui passam e me omito de grandes músicos que aqui surgem e vivem! Pra me redimir, lembro hoje o trabalho da cantora joinvilense Ana Paula da Silva, APS pra simplificar.

Há tempos que a escuto e a percebo em um evento aqui, outra participação ali, mas tenho que fazer justiça ao diferenciar um músico de boteco com um músico de conteúdo próprio, de produção! No caso dela isso é um pouco paradoxal, pois o seu projeto “Ana Paula da Silva recebe” teve o Botequim da Frau como referência por muito tempo. Mas minha intenção com essa comparação é destacar o conteúdo artístico por ela já produzido, depois do álbum Canto Negro e Aos de Casa, o trabalho Pé de Crioula já está no mercado e tem mostra no sábado dia 28 as 12:30h na Estação Ferroviária. Eis a produção artística de um músico deixando evidências de um trabalho sério e sólido!

Ainda não tenho o Pé de Crioula, estarei sábado lá pra escutar, por isso falo um pouco do Aos de Casa (álbum que recebeu o prêmio Pixinguinha). Me agradei muito com esse álbum! Simples, poético, e de arranjos instrumentais discretos e ao mesmo tempo imprecindíveis para deixar a música tocante! E o mais legal de tudo é se surpreender depois de curtir muito uma música e descobrir que o seu compositor é outro joinvilense. Isso aconteceu com a faixa que dá nome ao álbum, Aos de Casa, de composição de Dentinho.

Essa menina da casa, que canta aos de casa, definitivamente tem muito talento e merece o reconhecimento em casa e fora dela! Nos encontramos no sábado…

Do reggae ao dodecafonismo

O final de semana em Joinville foi de contrastes musicais. Os grupos que passaram pela cidade retrataram formas de expressão musical muito distintas. O primeiro foi na sexta-feira a noite com o grupo gaúcho Chimarruts, grupo que nos seus 10 anos de história sempre aparece em Joinville para mostrar as novidades de sua música, desta vez apresentando os trabalhos de seu mais novo álbum: “Só pra brilhar”.

Mas o fato de o show ser composto por uma maioria de músicas ainda desconhecidas não diminuiu a empolgação do público que foi contagiado pela “positiva vibração” dessa banda que eu considero uma das melhores bandas de reggae do Brasil. Fica o convite para escutar as músicas do novo álbum, disponíveis no portal Sonora do Terra.

E fechando o final de semana, no domingo a noite, o SESC, através do projeto Sonora Brasil, recebeu o Quinteto Leão do Norte (Recife/PE). Este quinteto instrumental está circulando o país divulgando o nome de dois grandes compositores brasileiros do último século: Cláudio Santoro e Guerra-Peixe. Compositores do estilo dodecafônico (entre outros), um estilo contemporâneo que despontava na Europa e teve estes dois mestres como principais representantes brasileiros desse novo jeito de se fazer música.

Uma explicação breve. O dodecafonismo não estrutura sua música em uma escala tonal, comum na grande maioria das músicas que ouvimos, mas sim nos 12 sons que formam a escala cromática. Ou seja, música atonal um tanto estranha para ouvintes não acostumados. Mas esta é a finalidade do projeto Sonora Brasil, formar ouvites em todo o país através de concertos comentados sobre a nossa música.

Adorei os dois programas. A diferença básica foi público:
- Chimarruts = aproximadamente 1500 pessoas
- Quinteto Leão do Norte = aproximadamente 8 pessoas (!?!?)

Não podemos reclamar que Joinville não recebe música de qualidade… basta ajudarmos pra que isso se torne mais frequente… participando!

Chimarruts no Big Bowlling

Sexta-feira passada foi noite de reggae em Joinville, e a casa do reggae em Joinville é o Big Bowlling. Joinville tem um grande público pra esse estilo, todas as bandas que passam por aqui encontram casas cheias e muita animação. Nesse show a cantora Tati confessou que é um dos lugares que ela se sente mais a vontade pra cantar. Legal ouvir isso!

Eu já tive a oportunidade de assistir alguns shows do Chimarruts, e esse não foi diferente dos demais, o carisma da banda contagia o público e faz o povo cantar. Legal é que eles não tem apenas um punhado de músicas boas como algumas bandas, é um show que mantém o nível do começo ao final. Gosto muito da musicalidade da banda: aquele naipe de metais e a segunda voz da Tati são um diferencial incrível! E ainda complementado com flauta transversa e gaita de boca em uma música ou outra. É uma banda completa, com uma produção musical rica e um futuro ainda promissor! Levou merecidamente o prêmio de melhor banda de reggae do Brasil (VMB).

Chimarruts

7o Joinville Jazz Festival

Na última semana aconteceu em Joinville a sétima edição do Joinville Jazz Festival. Isso mesmo, festival de Jazz em Joinville! Se você não ficou sabendo, não se preocupe, muita gente também está nesse grupo. As últimas edições tem sido marcadas pelo aperto orçamentário e definições em cima da hora, o que prejudica a divulgação do evento na cidade.

Mas quem conseguiu ficar sabendo e conseguiu liberar a agenda em cima da hora pra assistir às apresentações no palco da Lyra não se decepcionou. Eu só conseguiu me fazer presente na primeira noite, e fiz questão de aproveitar ao máximo, com direito aos três shows na Lyra e Jam Session no Liverpool na sequência.

No palco principal, a noite teve a abertura com a banda do 62ºBI e na sequência Heloísa Fernandes, uma pianista muito virtuosa. Mas o auge mesmo foi a apresentação de Toninho Horta com seu Quarteto Fantasma, um guitarrista da com muita estrada percorrida, já considerado um dos melhores do mundo. E quem foi pra ver Toninho na guitarra se surpreendeu com o Mr. Berger no violino, um austríaco super excêntrico que roubou a cena! Ele simplesmente “destruía” com seu violino! Solos incríveis com afinação precisa e som claro e limpo. Claro que chama a atenção um instrumento como o violino no meio do jazz e do som instrumental contemporâneo, mas o Mr. Berger realmente foi a estrela da noite.

O som descontraído e mais a vontade rolou no Liverpool mais tarde. Tendo como banda base o pessoal da Amazônia Jazz Band (de Belém do Pará), os músicos se revezaram no palco com músicos locais e oficineiros. Música de qualidade que não acontece toda hora em Joinville (mas poderia, pois músicos não faltam!).

Enfim, entre shows, oficinas e apresentações públicas o Joinville Jazz Festival passa voando e se despede novamente. O que fica é o desejo de que no ano que vem seja melhor, não precisa nem ser melhor em termos de qualidade, mas e planejamento e divulgação, pra fazer o joinvillense saber que o festival existe e encher a casa todas as noites! Deixo um trecho da primeira música interpretada por Rudi Berger e companhia, ou melhor, Toninho Horta e Quarteto Fantasma! (será que eu sou violinista?)

Vanessa da Mata em Blumenau

Demorou, mas estou escrevendo sobre o grande show que tive a oportunidade de assistir na semana passada em Blumenau: Vanessa da Mata com o seu show MTV Ao Vivo. Sou um pouco tendencioso pra escrever dela, porque me considero fã mesmo! Isso não é muito meu estilo, pois me considero bastante eclético nos gostos musicais. Mas essa história com a Vanessa já vem de tempos, quando ela ainda não fazia sucesso e esteve no festival de Itajaí, cativou o público presente com sua voz e sua simpatia, elementos que não foram afetados com a fama internacional.

O show em Blumenau na quinta-feira foi ao estilo mais “comportado”. Assisti sentadinho numa mesa, degustando uma tábua de frios na companhia de amigos daqui e de lá. Mas parece que perde um pouco da energia de assistir um show em pé, vibrando com suas músicas que vão de vibrantes e dançantes à românticas e melodiosas. Mas foi um grande show! Começou meio devagar mais foi esquentando e a banda foi se soltando e exibindo seus grandes sucessos em versões nem sempre parecidas com as gravadas. Isso foi um ponto legal, a surpresa do que viria e de como viria! Um grande contribuidor para essas versões alternativas foi o tecladista Donatinho, o cara é muito bom e criativo! A música “Eu Sou Neguinha” ficou realmente muito boa com o groove conduzido pelo teclado. Além de tocar, Donatinho também se arriscou no solo do Ben Harper na música “Good Luck” destorcendo sua voz com o recurso do “talk box”. Incrível!

Vanessa também se arriscou com músicas de outros compositores, como “Último Romance” do Los Hermanos e “As Rosas Não Falam” do Cartola. Sempre ao estilo Vanessa da Mata de incorporar o personagem e fazer o público acreditar piamente no que ela está cantando. Uma grande artista, com um bom projeto e uma boa banda… o sucesso é consequência!

Deixo um gravação ruinzinha feita no meu celular do finalzinho da música “Amado”. A parte mais legal da música!

Rock’n Camerata!

Na quarta-feria, dando sequência na semana do BB Itinerante, foi a vez de um concerto um tanto quanto diferente entitulado Rock’n Camerata. Trata-se de uma apresentação da Camerata Florianópolis juntamente com uma banda de rock interpretando sucessos do rock mundial.

Essa mistura da instrumentalidade erudita com o rock não é mais coisa nova. Lembro de duas grandes bandas que gravaram álbuns com duas grandes orquestras mundiais: Metallica com a Sinfônica de São Francisco e Scorpions com a Filarmônica de Berlin. Mas assim, de perto e ao vivo, eu ainda não tinha visto nada parecido.

Minha expectativa não era muto grande, mas o show me surpreendeu. Os músicos da camerata, acostumados com o terno e gravata, estavam como sempre sonharam em tocar, bem a vontade no palco e demonstrando toda a habilidade já conhecida mas agora em outro estilo musical. A spalla até se aventurou em um violino elétrico com muito sucesso, um timbre muito particular que se encaixou (obviamente) muito bem ao repertório. E a banda também levou-me a surpresas positivas. O leader guitar era realmente muito bom, interpretando solos virtuosos e levantando o público. Outros elogios cabem aos cantores, cada um ao seu estilo, mas afinados e incorporados ao estilo.

Bem, o difícil era distinguir se a apresentação foi um show ou um concerto. De um lado, o público sentado e cantando timidamente as músicas, e de outro uma banda/orquestra tentando causar o impacto de um verdadeiro show de rock, que ao meu ver não conseguiu em sua totalidade. Faltava o peso de um show de rock, volume!! Mas obviamente, o local não permitia nada muito diferente.

Repertório muito bom e arranjos que alternavam entre muito bons e não tão empolgantes seguiram pela noite onde rolou Beatles, U2, Led Zeppelin, Deep Purple, Kiss, Ozzy Osbourne, e outros. Pra deixar algo pra ouvir, posto o vídeo de parte da música Lonely, do Led Zeppelin, que foi o bis da apresentação, já com a galera de pé! Eu pedi um Mozart de bis, mas eles não me deram ouvidos…

Show Almir Sater e Fernando Sodré

Na noite de terça-feira aconteceu a abertura do projeto BB Itinerante em Joinville. Noite cheia de expectativas, com o show de Almir Sater e abertura de Fernando Sodré. Expectativas essas superadas completamente, considero o melhor show do ano até aqui em Joinville!

Primeiramente, gostaria de destacar a abertura com esse nome um tanto quanto desconhecido para mim, Fernando Sodré. Um violeiro de primeira categoria que ousa com sua viola caipira entrar em mares profundos da música instrumental. Em ritmos brasileiros complexos e arretados como o baião, Fernando Sodré e banda mostram todo o seu virtuosismo e coletividade me fazendo recordar dos bons festivais de jazz e de mpb que ocorrem em Joinville e Itajaí todos os anos. O bom disso tudo é que foi uma grande surpresa, não esperava isso na abertura do show do Almir Sater.

E eu não podia deixar de citar os intergrantes da banda do Fernando Sodré, todos são músicos de altíssima qualidade e grandes nomes da música instrumental brasileira. São eles: Daniel Santiago (violão), Márcio Bahia (Bateria), Thiago do Espírito Santo (baixo freatless, filho do grande Arismar do Espírito Santo) e Gabriel Grossi (Harmônica).

Posto aqui a música Baião Quebrado do álbum Rio de Contrastes. Sintam a intensidade musical e a precisão melódica de harmônica e viola nas suas frases em uníssono. Volte sempre Sodré!


Almir Sater
Mas a noite não era só dele, embora eu já sairia contente com apenas a abertura! A noite era de Almir Sater, que realmente não deixo por menos e brindou o público com um grande show. Acompanhado de sua banda (acordeon, violões, percussão, baixo e back vocals), Almir entrou no palco sorrateiramente, e começou a recitar suas poesias em forma de música. É daquelas músicas que acalmam o coração e faz a gente esquecer que do lado de fora do teatro um mundo estressado nos espera!

Ele até se arriscou em uns levadas mais rock, ou um blues, mas as modas de viola e sua voz serena são sua marca registrada. “Tocando em frente” fez o público cantar junto várias vezes num laço de repetição que parecia infinito, sem ser cansativo. O show contou também com a participação especial de Paulo Simões, autor de “Trem do Pantanal”, que cantou essa e mais algumas músicas com seu parceiro de infância no palco.

Pra fechar, o público exigiu a Chalana! Eu acho que ele não sairia de lá se não tocasse essa música, embora já deva estar cansado de tocá-la sempre! Mas fazer o que né? Fez sucesso, agora aguenta!

Enfim, Joinville precisa de mais mestres como estes nos poucos palcos da cidade. Teatro cheio é sinal de que há apreciadores! E pode trazer que vai encher sempre!

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