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Arquivo para a categoria ‘Concertos’

Locke String Quartet

Um bom ano de 2010 para todos nós!
Depois de umas férias merecidas e bem aproveitadas, retornei às minhas atividades profissionais esta semana, e logo arranji algo para assistir. Janeiro é mês de música erudita em Santa Catarina, aqui pertinho, em Jaraguá do Sul, acontece o FEMUSC (Festival de Música de Santa Catarina). A cidade transborda em música e recebe músicos de vários lugares do Brasil e do mundo, e um pouco dessa música sobra aqui pra Joinville. Ontem, por exemplo, foi a vez do Locke String Quartet realizar uma breve apresentação no novo teatro do SESC em Joinville.

O grupo é formado por estudantes de música americanos, mas tem uma brasileira (Mariana Fernandes) como violinista. A primeira parte do programa foi barroca, com a presença de um flautista. Confesso que não os achei muito seguros, parece que não conheciam bem o repertório… Mas na segunda parte do programa, sem o flautista, o grupo executou algo muito mais intenso, um quarteto de Brahms. Agora parece que o grupo se identificou com o repertório, eu de repente comecei a achar que todos tocavam muito bem e que tinham um grande entrosamento! Parecia outro grupo…

E o ano começou! O Festival em Jaraguá vai até dia 30/01, aqui em Joinville vai acontecer pouca coisa, mas lá todo o dia tem algo rolando.

O Barbeiro de Sevilha!

Ópera é muito chique, não é mesmo? Mas somente hoje em dia, pois em sua concepção original no período clássico a ópera era um espetáculo para o povo, algo feito para agradar o grande público. Mas hoje ela está subiu de nível, é sinônimo de refino, de inacessibilidade. Uma pena! Pois é com certeza uma das formas de arte mais completa e complexa existentes. Música, canto, atuação cênica, figurino, cenário… um cantor de ópera tem que ser muito versátil.

E isso existe em Santa Catarina! A Orquestra de Ópera de Santa Catarina, juntamente com o Polyphonia Khoros novamente cumpre no final do ano o ritual de apresentarem uma ópera oo público catarinense, desta vez, O Barbeiro de Sevilha, de Rossini. E desta vez eu pude estar lá no novo teatro Governador Pedro Ivo em Florianópolis. Simplesmente fantástico! Assistir de perto uma ópera completa com quase 3h de duração é realmetne uma experiência que precisa ser experimentada.

Méritos aos organizadores, aos músicos, aos cantores e principalmente aos solistas! O nosso querido Douglas Hahn no papel de Fígaro e o Pepes do Valle no papel de Don Bartolo foram os meus destaques. Além de uma voz potente e bem postada, ambos tem uma facilidade cênica digna de atores formados para tal.

Foram 4 noites de casa cheia que se encerraram no último domingo, eu assiti a apresentação de sexta-feira, e saí de lá com o sentimento de que estaria voltando para uma cidade desaculturada. Percebi o quão atrasados estamos culturalmente de nossa capital, que já não é tudo aquilo, imaginem de outras cidades brasileiras! Isso se tornou mais evidente quando trouxe comigo o catálogo das apresentações do ano de 2009 da Camerata Florianópolis… uma agenda cheia de apresentações de primeiro nível, à disposição dos florianopolitanos.

Que bom seria termo uma apresentação dessa em Joinville, não? Mas onde? Não temos teatro com fosso para orquestra… não temos teatro! Não quero reclamar, quero trabalhar para contribuir no crescimento dessa cidade em que vivo, mas não posso deixar de falar do que vi e ouvi em outros lugares…

Projeto Musicando, parte 2

Ontem aconteceu no Teatro Juarez Machado a segunda etapa da sétima edição do Projeto Musicando. O projeto é promovido pelas escolas sediadas na Casa da Cultura e visa a integração da comunidade com os trabalhos realizados na Casa da Cultura. Na primeira etapa, no primeiro semestre, a Casa da Cultura para suas atividades por uma semana para receber visitantes, ministrando oficinas, visitas e exposições. Nessa segunda etapa, acontece um evento conjunto das escolas. Pra quem lembra de alguns anos atrás onde foi feito o musical “Cats”, é mais ou menos por aí…

Só que esse ano, com poucos recursos fincanceiros (públicos), o evento foi mais focado na orquestra da escola de música Villa-Lobos, com algumas inserções de dança e teatro durante a execução das músicas. Foi muito bom para a orquestra, um grupo grande de cordas, metais, madeiras e percussão que a tempos não se conseguia reunir na EMVL, e com uma boa perspectiva pela frente!. O concerto começou com peças para cordas e percorreu vários estilos, na segunda parte, com a orquestra completa, peças contemporâneas de musicais da Broadway e temas de filmes deixaram o espetáculo mais atual e cativante ao público em geral.

Hoje acontece a repetição do espetáculo, tempo pra corrigir pequenos problemas e fazer uma apresentação melhor! Não que a primeira não tenha sido… E a noite ontem, ainda terminou no Gutz com Jazz! Dedo de Prosa recebendo Sério Coelho, o famoso Sérginho de muitos festivais e de habilidade trombonística incrível!! Legal esse projeto de quartas com jazz no Gutz. Que venham mais convidados!

Franconian Brass Ensemble

180 anos imigração alemã

Nesta semana que se encerrou, Joinville recebeu mais um concerto especial em comemoração as 180 da imigração alemã em Santa Catarina, foi o Franconian Brass Ensemble. Esse grupo é um coro de metais, uma tradição na Alemanha de mais de 200 anos, onde praticamente todas as paróquias luteranas tem trabalho com instrumentistas com metais que participam nos cultos e nas celebrações festivas.

Esse grupo em especial, não é um grupo de uma única paróquia, é uma seleção de alguns músicos da região de Nüremberg, que foi formado especialmente para essa viagem ao Brasil. São 19 músicos de se reuniram apenas pouco tempo antes da viagem para ensaiar e se conhecer.

Foram dois concertos em Joinville, um na São Mateus e outro na Bom Pastor. Eu, particularmente não aprecio muito a música em forma de coro de metais, acho difícil encontrar um naipe de metais preciso e afinado até mesmo em bandas em geral. Tenho que dizer que o grupo me surpreendeu nesse aspecto: afinação, precisão e até mesmo entrosamento – em contradição ao pouco tempo juntos – se fizeram presente em todo o concerto. Com um repertório pouco conhecido por nós, com muitas músicas de compositores alemães recentes e integrantes da igreja de lá, o grupo cativou os presentes com algumas peças típicas da cultura alemã, como por exemplo “So ein tag” onde todos cantaram juntos! (todos os alemães!). Mantendo os padrões de comparação dentro de uma esfera de músicos amadores, que não se dedicam integralmente a esse trabalho, o grupo realemente alcançou o objetivo proposto nesse projeto e com um bom coeficiente de qualidade!

Tive também a oportunidade de hospedar em minha casa duas jovens integrantes do grupo: Marion Roeder (trompete) e Ulrike Kummer (trombone). Essa é uma experiência muito enriquecedora que eu aprendi a dar valor quando em minha viagem pela Alemanha com o grupo Txai vivenciei algumas vezes, trata-se da inclusão profunda na cultura e no dia-a-dia de um país até então desconhecido para você. Um dia eu aprendo alemão ainda… por enquanto a conversa foi num inglês mediano! Herzlichen Glückwunsch Marion und Ulrike für Konzerte und die schönen Momente der Gemeinschaft! Best wishes!

franconian brass ensemble

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