Camerata Dona Francisca na Udesc FM!
Um fato um tanto quanto inusitado me aconteceu essa última semana, fui convidado para ser entrevistado em um programa de rádio aqui de Joinville. O programa, “Conversa e Poesia”da rádio Udesc FM (91,9), recebe convidados semanalmente para um bate papo informal sobre assuntos bem diversificados. O motivo do convite foi o trabalho que venho realizando como produtor cultural da Camerata Dona Francisca nos últimos três anos, trabalho esse que vem sendo premiado com contemplações em vários programas de apoio as artes, principalmente de âmbito municipal.
O programa já foi ao ar no dia de ontem, mas reprisa da terça-feira dia 10/11 as 17:30h. Mas para quem quiser conferir imediatamente como foi essa conversa, pode ouvir aqui mesmo nesse post a entrevista completa, com direito até mesmo a música especial no intervalo.
Bastante conversa e nada de poesia… o que quero mesmo é música! Escutem e comentem!
Casamento Jujuba e Otávio

No último sábado de feriadão, mais um casamento pro currículo. Mas esse foi bem diferente, foi minha estréia como padrinho de casamento! Mas padrinho também toca? Enquanto não está entrando ou saindo ele pode tocar sim, porque não? Mas não foi tanto assim… toquei apenas a entrada do Otávio, ao som de “Is This Love” do Bob Marley e a marcha nupcial para a Juliana, muito mais conhecida por Jujuba. As demais músicas foram executadas por Simone e Adriane no violino e Mário Klemann no teclado.
Foi um casamento muito especial de um casal muito especial. É o primeiro casal formado 100% dentro do grupo de jovens da Paróquia Martin Luther, grupo que prestou suas homenagens tanto na cerimônia como na festa e que ajudou a animar a festa que rolou na Amanco e durou até o DJ parar de tocar.
Desejo uma vida abençoada a essa nova família que se forma e da qual tenho uma responsabilidade (padrinho também tem que participar!)
Sábado a noite também se trabalha
Sábado a noite sempre tem alguma coisa pra fazer não é? Aniversário, encontro com os amigos… E o pessoal já se acostumou a me ver chegar atrasado e bem arrumado e alguém sempre solta a frase: “não precisava vir tão chique!”. Essa é a vida de músico de final de semana, pelo menos a de músico de casamentos, e a gente não reclama, se diverte!
Sábado passado foram dois os eventos em que participei. Quando é possível conciliar, não há porque recusar!
O primeiro deles foi na recepção da festa de 50 anos da Ciser que aconteceu no Centreventos Cau Hansen. Um momento descontraído podendo ser tocado mais a vontade, interagindo com os convidades da festa que ia iniciar. O serviço foi feito por Cláudia Uliano (teclado), Tomas (sax) e Tobias (violino).
A continuação da noite musical era na igreja Nossa Senhora do Rosário, no Guanabara, no casamento de Suellen e Josnei. Essa igreja é conhecida pela cobrança e organização referente aos horários e também na restrição quanto algumas músicas serem executadas na igreja. Isso complica um pouco o trabalho dos envolvidos profissionamente no casamento… O serviço ficou por conta de Jean (teclado), Fabíula (voz), Tobias (violino) e Sax. O destaque vai para a música Accidentaly in Love, do filme Schrek, música que tinha sido restringida pela organização da igreja, mas arriscamos! Afinal de contas, era a saída dos noivos, e saída precisa ser animada e emocionante! A música ficou muito legal ao som do sax, com toda a empolgação merecida.
Chimarruts no Big Bowlling
Sexta-feira passada foi noite de reggae em Joinville, e a casa do reggae em Joinville é o Big Bowlling. Joinville tem um grande público pra esse estilo, todas as bandas que passam por aqui encontram casas cheias e muita animação. Nesse show a cantora Tati confessou que é um dos lugares que ela se sente mais a vontade pra cantar. Legal ouvir isso!
Eu já tive a oportunidade de assistir alguns shows do Chimarruts, e esse não foi diferente dos demais, o carisma da banda contagia o público e faz o povo cantar. Legal é que eles não tem apenas um punhado de músicas boas como algumas bandas, é um show que mantém o nível do começo ao final. Gosto muito da musicalidade da banda: aquele naipe de metais e a segunda voz da Tati são um diferencial incrível! E ainda complementado com flauta transversa e gaita de boca em uma música ou outra. É uma banda completa, com uma produção musical rica e um futuro ainda promissor! Levou merecidamente o prêmio de melhor banda de reggae do Brasil (VMB).

7o Joinville Jazz Festival
Na última semana aconteceu em Joinville a sétima edição do Joinville Jazz Festival. Isso mesmo, festival de Jazz em Joinville! Se você não ficou sabendo, não se preocupe, muita gente também está nesse grupo. As últimas edições tem sido marcadas pelo aperto orçamentário e definições em cima da hora, o que prejudica a divulgação do evento na cidade.
Mas quem conseguiu ficar sabendo e conseguiu liberar a agenda em cima da hora pra assistir às apresentações no palco da Lyra não se decepcionou. Eu só conseguiu me fazer presente na primeira noite, e fiz questão de aproveitar ao máximo, com direito aos três shows na Lyra e Jam Session no Liverpool na sequência.
No palco principal, a noite teve a abertura com a banda do 62ºBI e na sequência Heloísa Fernandes, uma pianista muito virtuosa. Mas o auge mesmo foi a apresentação de Toninho Horta com seu Quarteto Fantasma, um guitarrista da com muita estrada percorrida, já considerado um dos melhores do mundo. E quem foi pra ver Toninho na guitarra se surpreendeu com o Mr. Berger no violino, um austríaco super excêntrico que roubou a cena! Ele simplesmente “destruía” com seu violino! Solos incríveis com afinação precisa e som claro e limpo. Claro que chama a atenção um instrumento como o violino no meio do jazz e do som instrumental contemporâneo, mas o Mr. Berger realmente foi a estrela da noite.
O som descontraído e mais a vontade rolou no Liverpool mais tarde. Tendo como banda base o pessoal da Amazônia Jazz Band (de Belém do Pará), os músicos se revezaram no palco com músicos locais e oficineiros. Música de qualidade que não acontece toda hora em Joinville (mas poderia, pois músicos não faltam!).
Enfim, entre shows, oficinas e apresentações públicas o Joinville Jazz Festival passa voando e se despede novamente. O que fica é o desejo de que no ano que vem seja melhor, não precisa nem ser melhor em termos de qualidade, mas e planejamento e divulgação, pra fazer o joinvillense saber que o festival existe e encher a casa todas as noites! Deixo um trecho da primeira música interpretada por Rudi Berger e companhia, ou melhor, Toninho Horta e Quarteto Fantasma! (será que eu sou violinista?)
doneAprovado no Mecenato Municipal!
Neste último sábado saiu a tão esperada lista dos projetos culturais aprovados no Sistema Municipal para Desenvolvimento da Cultura, modalidade Mecenato. Nessa modalidade, os projetos podem obter recursos de empresas em troca de descontos nos impostos municipais, com teto de 83 mil reais.
A Camerata Dona Francisca, da qual sou produtor cultural, desta vez conseguiu ser aprovada com o projeto “Orquestra na Comunidade”, que propõe concertos nas universidades, praças, ensaios abertos e concertos especiais durante o ano de 2010. Uma grande conquista que implica em uma grande responsabilidade para a equipe!
A lista completa dos aprovados pode ser obtida no site da Fundação Cultural de Joinville:
www.joinvillecultural.sc.gov.br
Casamentos em dobro no final de semana
Mais um final de semana intenso se passou, o que significa que terei alguns posts para a semana! Nesse primeiro, gostari de deixar o registro dos casamentos em que toquei, como tenho feito com os demais.
Foram dois casamentos no final de semana, no sábado a noite, o casamento de Cristina e Eduardo. Tudo para ser mais um casamento da lista, mas eu estava reconhecendo muitos convidados naquela cerimônia, foi então que percebi que se tratava do Eduardo Kirsten, filho do casal Rolf e Eliane Kirsten, membros da São Lucas e nossos mais novos vizinhos da praia. Foi uma cerimônia muito bonita realizada por dois pastores, um da igreja luterana e outro da Assembléia de Deus, religião da noiva. Após o casamento na igreja, eu ainda fiz a recepção dos convidados no hall de entrada no salão. A equipe musical para esse casamento foi composta por:
Tobias (violino)
Tiago (teclado)
Fabíula (voz)
Jean (voz)
Cláudio Moraes (Sax)
No domingo pela manhã, o casamento foi de Juliana e Mário. Nesse havia uma responsabilidade bem maior envolvida, pois em casamento de músico todos são muito críticos! Mário Klemann é conhecido músico de Joinville – regente de corais (Mini Coral, Bom Pastor e Univille), pianista e educador musical. Em cerimônia realizada no Chaparral lá na Estrada da Ilha, a cerimônia matutina foi muito bela! A paisagem do campo juntamente com a decoração muito bem escolhida, deixaram o ambiente muito alegre e festivo. Além das músicas selecionadas a dedo pelo Mário, os corais que ele é regente também prestaram homenagens ao maestro. O Mini Coral cantou Canção da Vida sob minha regência com a participação de Simone no violino e Jonatas no violão, uma música que encaixou muito bem com o tema ministrado pelo pastor Renato e comoveu Mário e os minicoralistas na execução. O coral da Univille se juntou ao da Bom Pastor sob a regência do irmão Fernando Klemann e também deixou sua homenagem. Na cerimônia, eu e Simone Schliewert no violino e Jean no teclado.
Agradeço ao Mini Coral pela dedicação nos ensaios e pela oportunidade de reger um coro pela primeira vez! E deixo meus parabéns aos noivos que irradiavam alegria! Que assim seja pra sempre!
A Flauta Mágica de Mozart, ópera em Pomerode
Recém terminada a turnê de música sacra, o Polyphonia Khoros já está na estrada novamente para a apresentação da ópera A Flauta Mágica de Mozart. Com escala em Florianópolis, Pomerode, Tijucas e Laguna, ontem foi a vez de Pomerode, e o palco foi o recém inaugurado Teatro Municipal de Pomerode. Gostaria de abrir um parênteses para comentar sobre esse novo espaço, um teatro digno de cidade grande, a ponto de fazermos nos envergonhar de dizermos que temos um teatro em Joinville! Espaçoso, confortável, boa acústica e bonito! Vai virar ponto túristico da cidade!
Sobre a ópera, um tipo de apresentação artística difícil de se encontrar no estado, e difícil de ser executada, trata-se de um espetáculo completo que envolve diversas áreas artísticas. Na parte músical, tudo muito bem, a qualidade do coro já conhecemos, e ainda enriquecida com solistas convidados (entre eles o joinvilense Douglas Hahn), não há o que questionar. Na parte de intepretação, ponto para a superação cênica dos coralistas, destaque para o Papageno interpretado pelo Douglas, um papel divertido e muito dinâmico que foi muito bem executado (não conhecia esse lado do Doiuglas!). Outros aspectos, como iluminação, deixaram a desejar, ela podia ser muito mais explorada para tornar a execução mais rica e emocionante.
Mas valeu muito! A viagem até Pomerode foi recompensadora, e muitos outros também vieram de outras cidades pra apreciar. Quando eu disse para as pessoas: “vou pra Pomerode assistir à uma ópera no feriadão”, muitos riram! Eu também ri e me diverti muito! E espero outras!!
Abaixo um pequeno trecho do primeiro ato onde Tamino e Papageno são presenteados com os instrumentos mágicos das três damas comandadas pela Rainha da Noite.
done2º Ecojus!
2º Ecojus… vocês devem estar se perguntando o que é isso! O nome lembra alguma coisa relacionada ao meio ambiente, preservação, ou algo assim, mas não tem uma relação muito direta não. Trata-se do Encontro de Comunhão de Juventudes no Sofia! Piorou? Simplificando, trata-se de um evento que reúne grupos de jovens da igreja luterana da região de Joinville lá na comunidade do Jardim Sofia, bairro da zona norte da cidade.
Essa segunda edição aconteceu nesse último final de semana e reuniu cerca de 120 jovens sob a tenda da Missão Zero no pátio da igreja do Jardim Sofia. Foram momentos de comunhão, louvor e crescimento espiritual em um final de semana muito abençoado e muito enriquecedor para os jovens presentes.
Falar e lidar com jovesn não é tarefa muita fácil hoje em dia. Onde o mundo oferece um variedade enorme de atrativos, a igreja precisa se atualizar constantemente para mantê-los participantes e motivados no trabalho do reino. Parece estranho pensar assim, quando a real motivação deveria ser simplesmente a fé no Senhor Jesus, mas é a realidade que a igreja tem enfrentado. Transformai-vos pela renovação, mas mantenhamos os pilares e os princíos da fé cristã! E isso é possível sim.
E quem foi incunbido de trazer a palavra e conduzir os programas foi o pessoal do JV na Estrada (Ministério Jovens da Verdade – www.jvnaestrada.com). Um pessoal de São Paulo especializado no trabalho com jovens. Eles realmente sabem fazer a galera se animar, sabem divertir o pessoal e chamar a atenção, mas também sabem falar sério e profundamente ao coração. Uma benção!
E a música?? Bem, não era o foco do evento, mas como o blog é sobre música, o louvor desses três dias foi conduzido por bandas dos grupos de jovem das igrejas luteranas de Joinville, foram elas:
Jecripamaband (Paróquia Martin Luther)
Eureka (Paróquia São Mateus)
Banda da São Marcos (Paróquia São Marcos)
Efatá (Comunidade Jardim Sofia)
As bandas mostraram maturidade e desenvoltura nas conduções. Foi uma oportunidade e um grande incentivo para do trabalho com bandas nas igrejas. Trabalho importantíssimo dentro do ministério jovem! Vemos tantas bandas cristãs despontando nacionalmente e copiamos suas músicas para cantarmos em nossos… a igreja luterana precisa evoluir no sentido da composição e do despontar de algum grupo, por que não?
O Ecojus, em sua primeira edição organizado pela comunidade do Sofia, teve nesse ano o apoio do Núcleo Jovem Joinville, do qual faço parte da coordenação. Uma parceria que deu certo e que está motivada para a próxima edição no ano que vem! Deus os abençoe!


